CINCO FILMES DE BRUXA ALÉM DE “A BRUXA”

Com o lançamento do filme “A Bruxa”, cuja crítica você pode ler aqui, reunimos cinco outros filmes para aproveitar o clima de bruxaria.
(Parêntese: filmes com bruxas em geral apresentam mulheres como feiticeiras, culpadas por crimes, ameaças a famílias puras e devotas ou à ordem estabelecida – né, dona igreja católica? A gente gosta, a gente se diverte com os filmes, mas não nos esqueçamos dessa perpetuação idiota da imagem feminina. Aqui tentamos selecionar filmes um pouco mais variados).





1- As bruxas de Eastwick (The witches of Eastwick, 1987)


Dirigida por George Miller (sim, esse mesmo do primeiro e do último Mad Max!), essa adaptação do romance de John Updike tem um elenco estelar, com Cher, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Jack Nicholson. Está bom?  Melhora!  A trilha sonora é de John Williams. No filme, três amigas que se sentem emocionalmente e sexualmente frustradas discutem a falta de homens interessantes na cidade de Eastwick, Nova Inglaterra. A chegada do misterioso Daryl Van Horne, um homem vulgar, cruel, mas, ainda assim, hipnotizante, vai mexer com as três – mais do que elas imaginam – e com toda a cidade.



2- Convenção das bruxas (The witches, 1990)


Baseado no romance homônimo de Roald Dahl, essa fantasia produzida pela Jim Henson Company (a mesma de “Os Muppets”), esse divertido filme de fantasia apresenta a história de Luke, um garoto de nove anos que, ao passar as férias com a avó na Noruega, ouve histórias sobre as bruxas, seres demoníacos que odeiam crianças porque elas emitem um odor que apenas as bruxas sentem. Ele acaba por presenciar uma convenção dessas criaturas, em que elas discutem o grande plano de exterminar todas as crianças, tranformando-as em ratos. Angelica Huston (a eterna Morticia Adams) lidera o elenco, com todo seu charme. Difícil não torcer pra ela.  



3 – Jovens bruxas (The craft, 1996)




Adolescente problemática muda-se com a família para Los Angeles e faz amizade com um grupo de garotas envolvidas com bruxaria. Essa mistura de terror adolescente, história de formação e filme de high school trazia em seu elenco dois nomes já fortes na época (Robin Tunney e Neve Campbell), mas Fairuza Balk (de A outra histórica americana) foi quem roubou a cena, com sua interpretação e sua beleza estranhíssimas.



4 – As bruxas de Salem (The crucible, 1996)


Talvez seja o filme mais indicado para ser assistido antes ou depois de “A bruxa”. Baseado em fatos reais, os julgamentos de Salem (cidade de Massachusets) de 1692, o filme mostra toda a paranóia puritana dos colonos norte-americanos, em que a figura do demônio era usada como desculpa para qualquer comportamento indesejado pela sociedade, bem como instrumento de manipulação política para ganho pessoal. Ainda bem que no Brasil não tem isso, né?  Arthur Miller, autor da peça de teatro que ele mesmo adaptou para o cinema, faz paralelos também com a perseguição aos comunistas nos EUA durante a Guerra Fria. Daniel Day-Lewis e Winona Ryder repetiriam aqui o par central, como já o tinham feito em A época da inocência (The age of innocence, 1993). 





5 – A bruxa de Blair (The Blair witch project)




Embora não seja uma unanimidade para a audiência, A bruxa de Blair tem pelo menos dois grandes méritos: foi um dos filmes pioneiros na utilização da internet como arma de divulgação e ambientação prévia dos filmes, e gerou um novo estilo de terror, o chamado found footage, em que uma gravação supostamente real é encontrada, e conta os últimos momentos de quem a fez. Os dois filhotes mais conhecidos desse estilo são Cloverfield (2008) e a franquia Atividade Paranormal. Meses antes do lançamento de A bruxa de Blair, um site foi criado, contando o caso do desaparecimento de três jovens em Maryland. Durante algum tempo, a produção conseguiu sustentar a farsa de que a filmagem encontrada era real, o que gerou um enorme hype sobre o filme.







Bônus track:  


Häxan: a feitiçaria através dos tempos (Häxan, 1922)

Documentário pioneiro, o filme dramatiza rituais e atividades consideradas satânicas, e inclui as formas como as mulheres suspeitas de bruxaria eram torturadas e mortas. Trata-se de um estudo do papel da superstição, que causou furor na época de seu lançamento, gerando protestos de grupos religiosos e do público em geral. Somento no seu relançamento, em 1942, o diretor dinamarquês Benjamin Christensen passou a ser admirado e respeitado pela obra.

E é claro que faltou muita coisa !   🙂

E vocês, lembram-se de mais bons filmes sobre bruxas e bruxaria? 
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